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GINA,
TUPY E PANDA
Uma História Muito Real
por Ricardo
Bianchi

Gina
foto: Tugi Produções |
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Meu
nome é Gina. Fui achada na rua numa manhã de
inverno no Rio Grande do Sul, exatamente na cidade
de Novo Hamburgo, bem assim como me vêem, cheia
de sarna, com muita fome, frio e sedenta de carinho.
Estava
toda enrolada e atirada na grama após uma interminável
noite de chuva, quando fui encontrada perto das 6:30
hrs. |
Pensaram
que eu estava morta, me tocaram e ali me mexi um pouco.
Logo me colocaram nesta caixinha de papelão recheada de tecidos com pêlo
e lã de ovelha para me aquecer e logo me trouxeram leite morno e comida.
Por alguns dias morei assim, dentro da caixinha e com um teto improvisado
por
uma lona para não me molhar com a chuva nem com o sereno.
No terceiro dia, quando eu estava mais forte, começou a tortura. Meu amo
trazia um spray duas ou três vezes ao dia e me molhava toda. Minhas feridas
ardiam um pouco no início, mas após alguns minutos minha coceira
passava, e já não tinha ardência nas feridas que me fiz com
as unhas por causa da coceira.
Logo mais uns dias e trocaram minha caixinha por uma casinha de madeira
com telhado
de barro que tenho até hoje, mas pouco a utilizo, apenas quando meu amo
não está em casa, pois ele estando lá prefiro o sofá.
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