Quem
ama cuida e esteriliza
por Fernanda
Aparecida de Gouvêa Oliveira Paro

foto: Michele Brito |
Escrevo
aqui há alguns anos, quem sempre visita o site conhece
meus artigos e, inevitavelmente, um pouquinho de mim. Sou
uma alma entusiasta da vida - de todas as formas de vida
- por isso não me alimento com carne; amo a natureza
em sua plenitude e busco o equilíbrio em minha vida,
em todos os aspectos.
Sinto-me extremamente feliz e útil quando percebo
que consegui ajudar, de alguma forma, outra alma, seja através
de meus artigos, dos posts no meu blog, ou mesmo na vida
diária: sorrindo, ouvindo, brincando, compartilhando,
cuidando.
É
prazerosa a sensação de poder ajudar alguém,
e de saber que o progresso dos outros alimenta o meu próprio,
pois, todos progridem quando distribuo o que há de
melhor em mim.
Por isto, hoje quero partilhar com vocês um tema relacionado à tutela
responsável de animais de estimação,
que ainda é considerado um grande “tabu”:
a esterilização - mais vulgarmente conhecida
como castração.
Inacreditavelmente, mesmo diante de inúmeros meios
de acesso às mais variadas mídias, este tema
ainda é negligenciado por muitas pessoas que tutelam
animais de estimação.
Por ser “gateira” - tenho dezesseis gatos que
abriguei das ruas - convivo com muitas pessoas que gostam
de animais e percebo que muitos não esterilizam seus
animais. Já ouvi muitas justificativas: “ah,
coitadinho, é machinho, vai ficar sem saquinho”,
ou pior: “já castrei a fêmea, o macho
não precisa”, e ainda: “tenho pena, ele(a)
vai engordar!”
Além do machismo expresso nas opiniões citadas,
também observo a falta de responsabilidade diante
do quadro tão cruel que é o dos animais abandonados
nas ruas. As pessoas se esquecem que machos e fêmeas
devem ser igualmente esterilizados, pois o macho buscará outras
fêmeas para reprodução, e, assim, o problema
do abandono nunca acabará.
À
nossa espécie cabe a culpa pelo crescimento desordenado
da população de animais nas ruas - pois nunca
nos preocupamos com as vidas destes leais companheiros – e
agora, o único jeito de conter tal situação é a
educação e a esterilização.
Amados leitores, acreditem, o animal não vai engordar,
não vai perder sua “masculinidade” ou
agir diferente, ele continuará vivendo ao seu lado,
feliz da vida se você o amar e zelar por ele.
O importante é sua responsabilidade e seu interesse
em colaborar para um mundo sem animais abandonados - que
sofrem pela falta de comida, de carinho, de tratamento médico
e pela dura vida de maus tratos nas ruas.
Pode parecer contradição, eu que comecei o
artigo falando do imenso amor que sinto pelos animais, ser
a favor da esterilização (sei que muitos acham
tal prática agressiva e não natural), e discordo
de tal ponto de vista, pois é exatamente por amá-los
que não os quero ver nas ruas!
Acreditem: esterilizar seu animal é um ato de amor
e cuidado.
Quem ama cuida e esteriliza!
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Fernanda
Aparecida de Gouvêa Oliveira Paro |
Colunista
do site GREEPET.
Bióloga – CRBio 43684/01
Protetora animal independente. Educadora Ambiental.
nanda_paro@yahoo.com.br |
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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