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Os
animais são o que as pessoas são – só que
melhores
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| Dra.
Martha Follain |

foto: osmais |
Atualmente
os estudiosos admitem que grande parte dos animais possui
alma individual – menos os insetos, que possuem alma
de grupo.
O
instinto animal é a prova da sabedoria da alma
do grupo, que os bichos também conservam – seria
o nosso “inconsciente coletivo”.
Um exemplo clássico é o
de um gato utilizar a bandeja sanitária, e então
usar sua pata dianteira para raspar o azulejo - e não
para cobrir as fezes, o que era a intenção
do comportamento original.
Este é o conhecimento atávico,
que está sendo aplicado a circunstâncias que
não estão sendo acolhidas pela alma individual
do animal.
O instinto de grupo, essa sabedoria, serve para
a sobrevivência dos felinos em geral, que cobrem as
suas
trilhas na Natureza, mas a menos que a consciência
individual esteja completamente desenvolvida, o indivíduo
não se sobrepõe à alma do grupo, o “instinto”.
O ser humano tem sua alma mais individualizada, mas ainda
deve cumprir sua rota evolutiva, pois muitas vezes age apenas “por
impulso”.
Se
os seres humanos possuem sentimentos, os animais também
- somos todos “animais”, de espécies diferentes.
Muitas pessoas, arrogantemente, encontram dificuldade em
aceitar essa afirmação, pois se consideram
o “produto” final e especial da criação
- Divindade ou Natureza. Obviamente a humanidade está em
profunda dívida com os bichos, pois os tem escravizado,
humilhado e destruído através dos séculos,
gerando danos e dor.
Talvez,
nem todos os seres humanos tenham percebido que os animais
são seres sencientes, com o mesmo direito
inalienável de viver plenamente uma vida decente e
digna nesse Planeta.
Por
exemplo, contraímos grandes dívidas com
os cetáceos - cetáceos “como todos os
mamíferos, respiram ar pelos pulmões, são
de sangue-quente (endotérmicos) amamentam os filhotes,
e têm muito poucos pelos.
As adaptações
dos cetáceos a um meio completamente aquático
são bastante notórias: o corpo é fusiforme,
assemelhando-se ao de um peixe.
Os membros anteriores, também
chamados barbatanas ou nadadeiras, são em forma de
remo. A ponta da cauda possui dois lobos horizontais, que
proporcionam propulsão por meio de movimentos verticais.
Os cetáceos não possuem membros posteriores,
alguns pequenos ossos dentro do corpo são o que resta
da pélvis” Eles existem anteriormente à experiência
humana na Terra, e são mais sensatos e espiritualmente
mais desenvolvidos do que a humanidade.
Segundo
Ernst Haeckel (anatomista alemão do século
XIX, discípulo de Darwin), em sua “Teoria da
Recapitulação”, qualquer animal, em seu
desenvolvimento embriológico, tende a repetir ou recapitular
a seqüência que seus ancestrais seguiram durante
a evolução. E, realmente, no desenvolvimento
humano intra-uterino, as etapas percorridas são muito
semelhantes aos peixes, répteis e mamíferos
não primatas, antes de nos tornarmos seres humanóides
(na fase de peixe, existem até fendas branquiais,
que são inteiramente inúteis para o embrião,
uma vez que ele é nutrido através do cordão
umbilical). A razão da “recapitulação” pode
ser compreendida da seguinte forma: a seleção
natural age somente sobre os indivíduos, e não
sobre a espécie - e pouco sobre óvulos ou fetos.
A
caça, a contínua perseguição
e insensibilidade em relação aos cetáceos é uma
prova da recusa humana em lidar com a própria história
de covardia e crueldade.
É extremamente insensato continuar a desvalorizar
a cetácea sabedoria, considerando que os cetáceos
são parentes mais velhos e sábios. Devemos
aprender a comunicarmo-nos com eles e compartilharmos o futuro.
Para
avançar como espécie espiritual, o ser
humano deve aprender a respeitar a Terra, as demais espécies
e a própria espécie – é tempo
de acabar com as guerras.
A capacidade de dominar, matar e desvalorizar outras necessidades
deve ser tratada, curada com amor incondicional, independentemente
da forma corporal que ocupamos. Ainda temos muito que aprender!
Muitas formas de vida na Terra sobrevivem consumindo alguma
outra forma de vida como alimento. Mas os seres humanos
são onívoros porque assim o desejam, pois
há adequada comida vegetariana disponível.
A
maioria dos problemas de saúde humana provém
de um excessivo consumo de animais. A diferença espiritual
e cultural entre seres humanos faz dos animais ou animais
de estimação ou alimento ou prisioneiros em
zoológicos – porém, todos deveriam ter
sua liberdade e livre arbítrio respeitados.
Com
os animais de estimação nosso compromisso
ainda é maior e mais delicado. A partir do momento
que alguém decide adotar um animal, assume total responsabilidade
por ele e sua vida: abrigo, alimentação adequada,
cuidados higiênicos, cuidados com sua saúde,
atenção, carinho e amor.
E mais: harmonia energética
e colaboração e apoio com sua evolução
espiritual, partindo-se do princípio que somos todos
seres “iguais” (talvez eles sejam mais iguais,
pois são melhores).
Os animais, nesse contato com
o homem, estão desenvolvendo, aprendendo e ensinando,
seus sentimentos, seus valores essenciais. Portanto, devemos
ajudá-los nessa tarefa, e humildemente aprender lindas
lições de puro amor, em vez de tornar suas
vidas miseráveis.
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Dra.
Martha Follain |
| Colunista
do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de
Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação
em Aromaterapia,
Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular,
Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração
Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística,
Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT:
21524 |
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br |