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AROMATERAPIA
PARA USO EM ANIMAIS |
| Dra.
Martha Follain |
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| foto:
Regina Kalman |
Compreendemos o mundo através de nossos cinco sentidos:
olfato, paladar, tato, audição e visão.
O
olfato e o paladar nos informam sobre a natureza química
do que nos cerca. O nariz e a boca colhem as informações,
e o cérebro as interpreta. O olfato e o paladar estão
ligados.
O
olfato é o resultado da interação
físico-química entre as moléculas que
estão presentes no ar que respiramos e de certos receptores
localizados dentro de uma pequena área dentro do nariz.
Essa área dentro do nariz tem o nome de epitélio
olfativo e, é muito sensível: poucas moléculas
são suficientes para estimulá-lo, produzindo
a sensação de odor. Esses receptores transformam
a informação olfativa em linguagem especial
(impulso nervoso), capaz de ser compreendida pelo cérebro.
O olfato humano é menos desenvolvido, em relação
ao de outros mamíferos.
O
olfato foi, até há bem pouco tempo atrás,
o sentido menos pesquisado. Somente há quinze anos
foi estudado mais profundamente. Heinz Breer, neurofisiólogo
alemão, da Universidade de Stuttgart-Hohenheim, é o
responsável por um importante estudo: ele pesquisou
como os estímulos químicos que chegam ao nariz
são transformados em sinais elétricos que o
cérebro capta para transformar em sensação.
Por esta pesquisa, Breer recebeu o Prêmio Leibniz da
Sociedade Alemã de Pesquisa (DFG).
Olfato
nos animais: Através dos cheiros os animais
podem reconhecer e localizar alimentos, fugir de predadores
e encontrar parceiros para o acasalamento. Nessa hora, os
animais liberam uma secreção com algumas substâncias
que atraem o parceiro - são os feromônios.
Mas nem todos os animais sentem os cheiros da mesma maneira.
Os que possuem um sistema olfativo extremamente desenvolvido
são chamados de hipermacrosmáticos, como, por
exemplo, o ornitorrinco, o gambá, o canguru e o coala.
O porco também tem um excelente olfato, embora menor
que o grupo anterior. Ele e todos os animais carnívoros
e ungulados (mamíferos cujos dedos têm cascos)
são considerados macrosmáticos.
O sistema olfativo dos humanos e dos primatas é pouco
desenvolvido, ou seja, nós e os macacos somos microsmáticos.
Existem também alguns animais que não possuem
esse sistema, como o golfinho e a baleia, que são
anosmáticos (não sentem cheiros).
Tato: É a percepção da pressão
pelas terminações nervosas existentes na pele
- essas terminações nervosas são os
receptores táteis. O sentido do tato não está na
camada externa da pele (epiderme), mas na segunda (derme).
A camada externa está morta e, se desmancha com facilidade.
Abaixo da pele, os neurônios sensoriais registram as
sensações percebidas. A pele é o maior
e mais pesado órgão do corpo humano (corresponde
a 15% do peso corporal). A pele é também o
principal órgão da regulação
da temperatura corporal, através de diversos mecanismos.
A pele absorve os óleos essenciais através
da massagem, que são transportados para a corrente
sangüínea. A Aromaterapia utiliza dois sentidos
- olfato (inalação) e o tato (massagem).
Tato
nos animais: Todos os animais respondem ao tato, às
carícias. Neurologistas descobriram que, quando a
mãe lambe os filhotes, provoca modificações
químicas neles. Se o filhote é separado de
sua mãe, diminuem seus hormônios de crescimento.
Para esses filhotes, o melhor tratamento foi com uma massagem
mais vigorosa, com um pincel, que simulava a língua
da mãe.
A
Aromaterapia é a utilização terapêutica
dos óleos essenciais, que são compostos voláteis
extraídos das plantas por processos que variam desde
a destilação até a extração
por solventes. Os óleos essenciais são considerados
os "hormônios" da planta - sua síntese.
São, quimicamente, bem diversificados assim como possuem
diferentes atuações.
O
termo Aromaterapia foi criado em 1928, por René Maurice
Gattefossé, químico francês. É formado
por duas palavras: “aroma” que significa “cheiro
agradável”, e “terapia”, que é o “tratamento
que visa a cura de uma indisposição mental
ou física”. A descoberta de Gattefossé aconteceu
quando queimou suas mãos devido a uma explosão
em seu laboratório. Mergulhou-as imediatamente em
essência de lavanda e percebeu que a queimadura sarou
muito rapidamente, sem ocorrer nenhuma infecção
ou cicatriz. Passou então a estudar sobre as propriedades
antissépticas, bactericidas e anti-inflamatórias
dos óleos essenciais.
Aromaterapia é uma forma de se tratar desequilíbrios,
através da inalação e da aplicação
externa de óleos essenciais. A ação
terapêutica das essências se dá num nível
elevado, mais sutil, que o da planta inteira ou de seu extrato,
tendo, em geral, um efeito mais pronunciado sobre a mente
e as emoções. É um ramo da osmologia,
que consiste em tratamento baseado no efeito que os aromas
de plantas são capazes de provocar em animais e humanos.
Os
animais, por terem o olfato muito desenvolvido (e o tato
também), reagem muito positiva e rapidamente ao tratamento. É considerada
uma terapia complementar, embora seja um tratamento bastante
antigo, que surgiu da fitoterapia e que é comumente
usada em conjunto com esta. É utilizada no tratamento
das mais variadas enfermidades e desequilíbrios, sendo
considerada uma terapia holística.
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Dra.
Martha Follain |
| Colunista do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação em Aromaterapia, Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística, Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT: 21524 |
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br |