REABILITAÇÃO
DA ARTICULAÇÃO GLENOUMERAL EM CÃO
COM UTILIZAÇÃO DA
FISIOTERAPIA NO PÓS CIRURGICO ORTOPÉDICO
por Equipe Vet
Physical

foto:
Luciana Paciello |
A
articulação glenoumeral é a principal
articulação do ombro, funcionando como sustentação
dos movimentos dos
membros anteriores, possuindo amplos graus de liberdade de
movimento e é instável do ponto de vista mecânico.
A
estabilidade desta articulação é mantida
por um “sistema passivo”, composto pelo complexo
cápsulo-ligamentar
glenoumeral e um “sistema ativo”, representado
por pêlos, músculos e tendões.
As características
mecânicas do
complexo cápsulo-ligamentar (volume capsular, resistência
do tecido conjuntivo e morfologia dos ligamentos)
determinam um espectro de estabilidade articular que vai,
gradualmente, passando da instabilidade extrema até um
grau intenso de estabilidade, assim denominado “ombro
congelado”, no qual as modificações assestam
sobre a
cápsula diminuindo seu volume, retraindo e tornando-a
muito rígida, limitando drasticamente os movimentos
glenoumerais.
É
importante ressaltar que existe
uma série de patologias principalmente as ósteo-articulares
que
necessitam de tratamento medicamentoso e cirúrgico,
mas o uso da fisioterapia demonstra resultados melhores e
seu
emprego é bastante difundido nas afecções
do aparelho locomotor, aumentando consideravelmente a recuperação,
pois acelera o processo de restabelecimento e a qualidade
de vida do animal, muitas vezes evitando uma intervenção
cirúrgica.
O tratamento alternativo com fisioterapia
dessa patologia, tanto conservadoramente quanto no pósoperatório,
tem a finalidade de restabelecer os movimentos fisiológicos,
melhorar a estabilização dinâmica e a
funcionalidade do “ombro”.
É
importante
conhecer a origem do trauma e a sua gravidade, para orientar
o tratamento
e desenvolver as melhores técnicas para tal, para
isso, é necessário que se desenvolvam mais
trabalhos que
verifiquem os protocolos de reabilitação já existentes
com a finalidade de aprimorar o tratamento do canino com
subluxação
glenoumeral.
Considera-se importante o relato deste caso,
pois apesar do tratamento cirúrgico ter sido bem
sucedido, o paciente permaneceu com a incapacidade de deambular
fazendo o uso do membro afetado.
Com o uso da
fisioterapia foi possível observar a melhora do paciente
e a recuperação funcional do seu membro, diminuindo
bastante o tempo de reabilitação e evitando
deformidades por desuso.
Material e método
Poodle, nove anos, pós-operatório da articulação
glenoumeral, realizada no dia 22/06/05 e encaminhadoà fisioterapia
no dia 09/07/05, a fim de diminuir o tempo de reabilitação
do paciente e por ele não
apoiar o membro ao
deambular.
Ao exame clínico foi observado hipomobilidade
na articulação glenoumeral direita, onde o
paciente não
apoiava o membro no chão. Hipotrofia do músculo
subescapular e deltóide do mesmo. Deu-se início
ao tratamento
fisioterápico com seções semanais.
Nas cinco primeiras semanas fez-se o uso do Laser AsGa
(fórmula
química do metal arseneto de gálio) na articulação
glenoumeral, alongamentos na musculatura flexora do ombro
e mobilização
articular.
Comitantemente foi orientado ao proprietário
a realizar exercícios de estímulo neuro-sensorial,
com
escovas macia e dura, e alongamentos duas vezes por dia.
A partir da terceira seção o paciente apoiava
o membro
torácico direito, mas apresentava considerável
claudicação e nos momentos de repouso permanecia
com o membro
estendido.
Na sexta seção deu início
aos estímulos proprioceptivos, com o uso de pranchas
e balancim, e a
hidroterapia, permanecendo os alongamentos pelo proprietário
duas vezes ao dia. Nas duas últimas seções
foi
acrescentado ao tratamento exercício de proteção
articular realizado na esteira elétrica, totalizando
dez seções ao
tratamento completo.
Após o término das dez
seções de fisioterapia, o paciente apresentava-se
confiante em usar o
membro, não apresentando nenhuma disfunção
motora.
Resultado e discussão
O protocolo de reabilitação escolhido para
esse paciente, foi realizado em cima da sintomatologia
clínica e segundo a
evolução do mesmo.
O Laser AsGa (fórmula
química do metal arseneto de gálio) foi utilizado
a fim de obtermos o
seu efeito antiálgico nas primeiras seções
e a mobilização articular, além do
seu efeito analgésico também
podemos obter o ganho de arco de movimento.
Os estímulos
proprioceptivos e ENS foram utilizados no intuito de
aumentar a sensibilidade do membro tratado e consequentemente
trazer de volta ao paciente sua imagem corporal,
enquanto a hidroterapia no intuito de fortalecer a musculatura
que envolve o complexo do ombro e equilíbrio na
utilização do mesmo.
Exercícios de
proteção articular elaborados para trazer
ao paciente confiabilidade e segurança
em usar o membro, evitando novas lesões.
Equipe Vet
Physical:
Dr. Max Nascimento Freire - CRMV RJ 5883
Isabela Kieling M. B. de Aragão
Juliana Senna Pereira
Tatiana Sarmento P. de Moraes
Marianna Andrade de Oliveira
Ricardo de Bem Pacheco
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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