O
CORTE DE CAUDAS
por Marcello
Alonso
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| foto:
Canil Lord Manske |
Comum
a muitas raças, a prática de cortar caudas é uma
tradição.
Criadores há muito tempo desenvolve seus planteis com a prática
da amputação da cauda nas raças onde esta prática
se aplica. Entretanto, não fosse a estética preconizada pelo
padrão oficial, não haveria, nos dias de hoje, nenhuma outra
razão para a perpetuação da amputação de
caudas em raças como o Dobermann, Rottweiler, Boxer, Schnauzer, Yorkshire,
Poodle, Cocker Spaniel, entre diversas outras menos conhecidas e populares.
Toda raça foi desenvolvida para algum tipo de auxílio ao trabalho
do homem. Eram cães que ajudavam o homem em minas de carvão,
na caça, na guarda, ou mesmo para diversão destes em esportes
como rinha entre animais. A fim de evitar que o cão tivesse sua cauda
mutilada no desempenho deste trabalho, estes homens, nos primórdios,
optaram por amputar as caudas para proteção de seus animais.
Ao longo dos tempos, e com a urbanização dos homens e seus cães,
a utilidade de se cortar as caudas destes cães de trabalho perdera todo
o seu caráter de proteção e passou a contribuir para a
estética física dos cães, lhes conferindo aspecto de nobreza
e beleza exótica.
A mutilação pelo trabalho, tornou-se cada vez mais distante e
pouco provável de acontecer, exceção feita às rinhas
entre cães, que embora atualmente proibida em muitos países,
são praticadas na clandestinidade, infelizmente.
Protecionistas resolveram defender a proposta de não mais se cortarem
caudas e orelhas. Primeiro vieram os alemães, onde grupos endinheirados
financiaram a proibição da amputação de orelhas
e somente conseguiram a aprovação dos políticos em 1998.
Logo, estenderam a campanha para o corte de caudas e disseminaram
a proposta de não mais se amputar caudas e orelhas por toda a Europa, sendo a Suécia,
o primeiro país em adotar a proibição e logo em seguida
a Suiça, Dinamarca, Finlândia, Noruega, República Tcheca
e Holanda.
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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