O
CORTE DE CAUDAS
por Marcello
Alonso
Curiosamente,
a maior cinofilia do mundo, a Inlgesa, não acatou
a decisão e os cães nascidos ingleses continuam
tendo suas caudas e orelhas amputadas. A FCI – Federação
Cinológica Internacional estendeu a decisão
de não cortar caudas e orelhas para seus 79 países
membros e no Brasil, esta prática já se faz
presente em clubes especializados como a APRO – Associação
Paulista do Rottweiler.
É
um novo desafio para os criadores encontrar a melhor condição
de porte de cauda e adaptar a harmonia do conjunto estrutural do
cão a dinâmica da cauda.
É
importante salientar que esta iniciativa partiu de grupos protecionistas
e não dos criadores, onde a manutenção de
caudas amputadas é defendida por vários clubes de
raças.
Do ponto de vista de dor e risco, há quem diga que na idade que se amputa
a cauda de um filhote, a partir do 3º dia de vida e até o 8º dia
no máximo, não há grandes síndromes dolorosas para
o animal, até mesmo porque o tempo de cirurgia não dura mais
que trinta segundos e não existe praticamente perda de sangue e muitas
vezes não se usa nem anestesia. O ideal é que o filhote, quanto
mais novo estiver, mais precocemente seja amputada a cauda.
Após o 8º e 9º dia a cauda íntegra já interfere
no equilíbrio do filhote. É quando o filhote já utiliza
sua cauda para ajudá-lo a movimentar-se, servindo como extensão
de seu meridiano de gravidade e contrapeso para ensaiar os primeiros passos
sobre as quatro patas. A partir desta idade, o filhote também sente
mais dor ao corte pela condição da cauda estar bem mais grossa,
irrigada e com um certo desenvolvimento ósseo articular.
De certo é que este procedimento cirúrgico é puramente
estético nos dias de hoje e dispensável se ao remodelar-se os
padrões de beleza, optar-se para as raças com caudas íntegras.
Marcello
Alonso
Criador de cães pelo Canil Lord Manske, Cinófilo, Juíz de Raças, Educador e Comportamentalista Canino.

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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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