ANIMAIS
E A CIÊNCIA
por Fernanda
Aparecida de Gouvêa Oliveira Paro

foto:
João Belo de Vasconcelos |
Os
animais vêm acompanhando o homem em sua evolução
- ambos coexistem e evoluem juntamente - ainda que o homem
seja dotado de consciência sobre seus atos e os animais,
como crianças pequenas, ainda não possuam
essa faculdade.
No processo de evolução e aperfeiçoamento
do homem, os animais sempre participaram ativamente e de
muitas maneiras, desde a alimentação até as
formas mais cruéis de “diversão”,
passando também pelo uso dos mesmos em pesquisas científicas
e educacionais, como forma de conferir legitimação
aos experimentos realizados.
Infelizmente, em sua busca evolutiva, o homem, num dado momento,
fez do animal seu eterno escravo. No papel de algoz, o homem
tornou-se “senhor” das vidas e destinos de todas
as outras espécies “inferiores” a ele.
A utilização de animais pela ciência é legitimada
por alguns, principalmente pelos cientistas, e acatada pela
população em geral, que, na condição
de leiga, desconhece a crueldade cometida diariamente contra
os animais dentro de laboratórios de pesquisas cientificas
e biotérios das escolas secundárias e de ensino
universitário.
Em nome da ciência e da evolução, o homem
transpassa sua ética e trata seus irmãos animais
de forma atroz e cruel - para os animais, sua sentença
de tormentos e dor inicia-se ao nascer.
Não há segunda
chance, o homem é impiedoso.
No desenvolvimento de cremes de beleza, perfumes, aparelhos
de barbear, cigarros, bombas atômicas, armas, drogas
farmacêuticas, xampus, sabonetes, enxaguantes bucais,
alimentos, entre muitos outros (a lista é extensa),
o homem cria, tortura e mata milhares de animais sadios todos
os dias.
Alguns animais de laboratórios nunca viram a luz do
Sol ou tiveram contato com seus verdadeiros habitats, outros
foram retirados de seus lares e levados para cubículos,
onde são bombardeados com drogas em fase de teste,
sem anestésico algum!
Muitos leitores dirão que toda essa crueldade se faz
necessária para minimizar a dor humana ou mesmo para
a erradicação de doenças – eu
afirmo que existem inúmeros métodos alternativos
ao uso de animais na ciência e nos experimentos acadêmicos.
A evolução nos permitiu criar cobaias mecânicas
e diversos softwares, que substituem as práticas ultrapassadas
do uso de modelos animais como cobaias, e muitos cientistas éticos
e conscientes vêm elaborando diversas formas de substituição.
Diversos sites nacionais e internacionais de Ongs de proteção
animal divulgam muitos trabalhos interessantíssimos
sobre a abolição do uso de animais nas pesquisas
e métodos substitutivos já em uso e comprovadamente
mais eficientes.
Penso que enquanto houver dor, sofrimento e derramamento
de sangue inocente em troca de supostos benefícios
para a saúde humana, não haverá a cura
definitiva para as doenças mais letais da humanidade.
Afinal, como já foi dito há dois mil anos atrás,
pelo grande pacificador Jesus “nos será dado
conforme nossas obras”. É para pensar. PAX!
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Fernanda
Aparecida de Gouvêa Oliveira Paro |
Colunista
do site GREEPET.
Bióloga – CRBio 43684/01
Protetora animal independente. Educadora Ambiental.
nanda_paro@yahoo.com.br |
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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