Aplicação
da cromopuntura como forma de terapia alternativa
por Dra. Daionety
Aparecida Pereira

foto: olhares.com |
A
natureza da luz
A compreensão das propriedades luz e da cor é fundamental
para o entendimento da cromopuntura. Apesar da luz e da cor
terem merecido a atenção desde a antiguidade,
sua real natureza foi por muito tempo completamente desconhecida.
A formulação de leis gerais e especulação
sobre a teoria da luz originase na Grécia e Arábia.
As idéias de que luz é emitida por uma fonte
e refletida por um objeto e então atinge o olho produz
a sensação de visão foi idealizada por
Epicurus, um filosofo grego 300 a.C.). Ângulos de refração
foram medidos por Ptolomeu em Alexandria um astrônomo
do século I), que deduziu corretamente que o raio
luminoso muda de direção quando penetra em
um meio mais denso. As leis de reflexão e refração
foram descobertas juntas por Pierre Fernet, um matemático
francês do século XVII.
A idéia de propagação retilínea
da luz foi aplicada há muito tempo atrás. Euclides
estava familiarizado com a idéia básica, mas
a teoria principal foi desenvolvida por Leonardo da Vinci,
uma completa descrição das sombras dada pelo
astrônomo dinamarquês Johannes Kepler em 1604.
Aproximadamente
na metade do século XVII (1650),
existiam duas teorias para explicar a natureza da luz: a
teoria corpuscular e a teoria ondulatória. Christian
Huygens, um holandês, defendia a teoria ondulatória,
e na Inglaterra, Isaac Newton, defendia a teoria corpuscular,
apesar de não rejeitar completamente a teoria ondulatória.
Newton estabelece a periodicidade (uma das idéias
básicas da teoria ondulatória) em uma fórmula
que antecipava a mecânica quântica.

FIG.01
- DISPERSÃO DA LUZ BRANCA QUANDO ATRAVESSA O
PRISMA. |
|
Newton
também observou que a luz branca, após
passar através de um anteparo de vidro ou prisma,
pode ser separada em um espectro de diferentes cores
reproduzindo um arco íris. Esses achados mostram
que a luz branca contém todas as cores.
Após
penetrar no anteparo, cada cor “curva” em
um ângulo diferente, porque cada uma vibra em
um comprimento de onda especifico. Ele também
estabeleceu uma técnica para determinar o comprimento
de onda de cada cor. |
Em
1873, James Clerk Maxwell (nascido em Edimburgo em 1831)
propôs a teoria eletromagnética da luz. A
existência
de uma conexão entre eletromagnetismo e a luz já tinha
sido proposta por Michel Faraday, na Inglaterra, que observou
a rotação do plano de polarização
de um raio de luz por um campo magnético, mas Maxuell
formulou as regras matemáticas que governam a radiação
eletromagnética. Partindo dessa equação,
Maxwell hipotizou a existência de ondas eletromagnéticas
transversais que tinham uma constante de aceleração
c no vácuo (299.792,5 Km/s), e que posteriormente
muitos físicos demonstraram ser a velocidade da
luz.
O
termo radiação eletromagnética descreve
a transferência de energia no espaço por campos
elétricos e magnéticos, sem transferência
de matéria. A luz é designada como uma classe
de radiações eletromagnéticas visíveis
pelo olho humano (apesar da definição, algumas
vezes incluem classes que não são visíveis).
A
teoria de Maxwell é uma teoria de ondas em um meio
contínuo. O físico alemão Max Planck
demonstrou que o calor radiante é emitido em quantidades
finitas, as quais são atualmente denominadas quanta.
Inicialmente
acreditou-se que permaneceria, sem modificação,
a teoria de ondas eletromagnéticas para a luz livre
no espaço e o uso do conceito de quantum somente em
relação à interação entre
radiação e matéria. Entretanto em 1905,
Albert Einstein mostrou que, no efeito fotoelétrico,
a luz é toda conduzida em concentrados de energia
quântica, partículas de energia agora denominadas
fótons. No mesmo ano, Einstein publicou a teoria da
relatividade, a qual modificava o papel da física,
e dava um papel especial à constante de velocidade
c. Por causa da luz, em algumas situações s
conduzir na forma de ondas e em outras como partículas,
foi necessário ter uma teoria que predissesse quando
e em que situação cada tipo de comportamento
se manifesta. O maior desenvolvimento do mecanismo quântico
se deu entre 1925 e 1935.
A
luz de uma fonte comum é emitida por átomos
não correlacionados, então há uma irregularidade
ou incoerência entre as ondas emitidas por diferentes átomos.
A teoria da emissão estimulada postula que sobre certas
condições os átomos podem fazer uma
radiação em fase, então uma radiação
coerente pode ser mantida indefinidamente. A realização
prática dessa condição, que previamente
parecia impossível, foi conseguida em 1960 – o
Laser.
Hoje
a teoria da luz chegou a um ponto no qual todos os fenômenos terrestres estão incluídos
em uma teoria lógica.
Espectrum
Luminoso
A
luz branca pode ser dispersa dentro do espectro por refração,
difração interferência. Newton mostrou
que uma fenda é usada adequadamente para selecionar
uma pequena região espectro, a luz que passa através
fenda é muito mais homogênea que luz branca
original, e não observou qualquer dispersão
quando passou essa luz através de um segundo prisma.
Métodos delicados de interferometria, todavia, mostram
que essa luz nunca é inteiramente de um único
comprimento de onda, entretanto o tamanho da fenda pode selecionar
uma quantidade de comprimentos de ondas. O índice
de diversidade de comprimentos de ondas para essa quantidade
de luz mede a pureza do espectro.
Luz,
bem como outras radiações eletromagnéticas,
tem um caráter ondulatório e é especificada
pelo comprimento de onda que a caracteriza mais especificamente
do que a cor. Na luz monocromática, cor e comprimento
de onda estão associados. Entretanto, como disse Newton “os
raios, para falar corretamente, não são coloridos”.
Cor é uma sensação na mente humana.
Luz de determinado comprimento de onda pode estimular o sistema
visual de tal forma que a sensação de uma cor é produzida.
O caminho pelo qual o sistema visual analisa a cor é totalmente
diferente do caminho pelo qual instrumentos físicos
formam o espectro.
Porque
radiações eletromagnéticas de
comprimento de onda mais curto estão na ordem de diâmetros
atômicos, medidas especiais são empregadas para
especifica-las. A unidade Angstron, simbolizada por Å,
dada pelo físico suíço Anders Jonas Ångström é igual
a 10-10 metros. A luz visível tem uma variação
de comprimentos de onda que vai de aproximadamente 4000 Å (violeta)
a 7000 Å (vermelho).
È mais conveniente especificar uma onda eletromagnética
pela freqüência na qual ela oscila ou vibra do
que pelo comprimento de onda. Freqüência (v),
geralmente expressa o número de oscilações
por segundos ou Hertz (Hz). O comprimento de onda é inversamente
proporcional à freqüência (v). O produto
entre a freqüência (v) e o comprimento de onda é igual
a constante c (v=c), a velocidade das luz no vácuo.

FIG.02
- SELEÇÃO DE LUZ COLORIDA (VERDE). A
COR É OBTIDA UTILIZANDO-SE FILTROS TRANSPARENTES
SOMENTE PARA UMA CLASSE DE COMPRIMENTOS DE ONDA. |
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O
espectro pode ser produzido na natureza de várias
formas. O arco íris é o mais notável
deles. Ele é formado pela reflexão e
refração da luz nas gotas de chuva. Os
raios surgem das gotas e são propagados para
fora delas, mas para cada comprimento de onda há um ângulo
mínimo de desvio e há concentração
de energia nesse ângulo. O vermelho é sempre
visto do lado de fora e o azul do lado de dentro da
curvatura. Um arco íris mais fraco é formado
pelos raios que foram refletidos duas vezes, neste
as cores são invertidas. Um arco íris
pode ser considerado como um espectro do sol. |
Luzes de
diferentes cores também podem ser selecionadas
por filtros, que são transparentes somente para uma
específica classe de comprimentos de ondas. A pureza
da luz colorida obtida, portanto, é geralmente baixa
se comparada à luz decomposta por um prisma e selecionada
por uma fenda (laser).
Luz
e Átomo
Um átomo isolado pode existir como estrutura estável
somente em certos estados distintos, denominados estado de
energia ou estado estacionário, e a medida de energia
desse átomo será o resultado de um dos valores
característicos desse átomo. Sob condições
normais, um átomo está sempre no seu menor
estado possível de energia, ou ao redor desse estado.
Se um átomo está em estado neutro e lhe é dada
uma quantidade de energia, ele passará a um estado
excitado e liberará essa energia extra espontaneamente,
voltando ao seu estado de menor energia. Essa energia extra é freqüentemente
emitida como radiação eletromagnética,
portanto aparece uma luz de um comprimento de onda distinta,
chamada linha espectral.
A energia emitida por um átomo é geralmente
carregada por um photon, emitido a uma determinada freqüência
(v). A energia do photon (E) é igual a uma constante
multiplicada pela freqüência (E=hv) onde h é a
constante de Planck (6,6256x 10-34 jaule/segundo). Quanto
maior a energia do photon maior é a freqüência
da onda eletromagnética (ondas curtas). Radiações
de alta energia como RX e Rd (freqüências com
amplitudes de 1015 a 1021 Hz), tem energia suficiente para
remover elétrons dos átomos, e então,
produzir radiações ionizantes que são
radiações muito penetrantes. A luz visível
(4-7 x 1014 Hz) não é ionizante e é,
portanto, menos penetrante. Mas as luzes azul e violeta (maiores
freqüências) são mais energéticas
e penetrantes que as luzes laranja e vermelho.
Utilização
da luz como terapia
É importante compreender a relação
entre cor, comprimento de onda, calor e ionização
porque dependendo dessas variáveis uma cor irá exercer
efeitos físicos diferentes. Ondas longas possuem menos
energia, portanto, penetram menos nos tecidos do que as ondas
curtas e produzem mais calor local. Isso explica, por exemplo,
o nível de profundidade diferente em que um organismo
pode ser lesado pela exposição excessiva ao
calor ou aos raios X. Uma cor da faixa do vermelho (maior
comprimento de onda) vai ser acompanhada por uma produção
de calor bem maior do que as cores da faixa do violeta, mas
estas cores da faixa do violeta já terão misturado
algumas radiações ionizantes, capaz de alterar
os tecidos.
Portanto, o que determina o modo de atuação
física da luz no organismo é a quantidade de
energia gerada por sua fonte, a qual determinará a
cor produzida, que nada mais é do que um indicador
externo, fácil de ver, do tipo e da quantidade de
energia que estamos usando. Desta forma, apesar das aparências
contrarias (por causa da sensação de calor
e frio), as luzes na faixa do azul violeta contêm mais
energia do que as da faixa do vermelho- amarelo, justamente
porque não dispersam quase nada de calor. As luzes
da faixa do vermelho são menos penetrantes que as
da faixa do violeta. O verde que se encontra no centro
do espectro se equilibra entre os dois extremos.

FIG.03
- APLICAÇÃO DE LUZ VERMELHA PARA TRATAMENTO
DE PROCESSO INFLAMATÓRIO EM URETRA E VESÍCULA
URINÁRIA. |
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VERMELHO – A
luz vermelha é a de maior comprimento de onda
(7600 Å), é a que penetra menos nos
tecidos produz mais calor. Desta forma há a
estimulação da circulação,
vasodilatação e aumento da freqüência
cardíaca, o que resulta em maior aporte sangüíneo,
maior aporte de nutrientes de células de defesa,
acelerando o combate às infecções
e a recuperação dos tecidos lesados.
Acelera também remoção de detritos,
toxinas e células mortas. Estimula, ainda
as terminações nervosas e aumenta a
sensibilidade. |
A
luz vermelha é indicada na insuficiência cardíaca
e aporte insuficiente de sangue, feridas não supuradas,
inflamações, tosse crônica, asma, laringites,
anemias, paralisias e doenças musculares atróficas.
Contra
indicações – febre, hipertensão
e neurite. LARANJA – Não se distingue nitidamente das
cores que a formam (vermelho e amarelo), sendo a diferença
entre elas apenas de intensidade. Sua função
básica é auxiliar o órgão ou
célula a selecionar o que lhe é benéfico
e eliminar o que lhe é inútil ou nocivo. È propicia
para a digestão e metabolismo alimentar, função
renal, cálculos renais e biliares.
È indicada para todos os tipos de esclerose, anemia,
asma, bronquite, como antiespamódico, aumenta a pulsação
sem aumentar a pressão, aumenta o apetite, estimula
a digestão, aumenta fertilidade e fecundidade.
Contra
indicações – febre, hipertensão
e neurite.
AMARELO – Tem a metade da força estimulante
do vermelho e metade da capacidade reparadora do verde. É quente,
mas não tanto quanto o vermelho. È vasodilatadora
e estimula a atividade celular, facilitando a regeneração
de tecidos desvitalizados. È utilizada para promover
a cura e a cicatrização de lesões diversas
especialmente em órgão e tecidos sensíveis,
onde o vermelho poderia ser prejudicial.
É indicada nas deficiências do estomago, fígado,
pâncreas e vesícula biliar, ativa a digestão,
fortifica o sistema endócrino e agudiza processos
crônicos.
Contra
indicações – febre, hipertensão,
inflamação aguda e diarréia.

FIG.04
- APLICAÇÃO DE LUZ VERDE EM UM FELINO
COM QUADRO DE CISTITE COM INTUITO DE ESTIMULAR ATIVIDADE
CELULAR, FAVORECENDO A CICATRIZAÇÃO E
ELIMINAÇÃO DOS TECIDOS DEGENERADOS. |
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VERDE – Ocupa
exatamente o centro do espectro eqüidistante
dos dois pólos, vermelho e violeta. Todas
as suas características físicas o colocam
como a cor mais semelhante ao branco. É usado
em ferimentos, inflamações e processos
degenerativos. Impulsiona a atividade celular favorecendo
a cicatrização, sem excitar como o
vermelho. Acelera o processo de cura estimulando
a proliferação celular e substituição
dos tecidos degenerados. Por ter comprimento de onda
intermediário (5200 Å), penetra mais
nos tecidos que o vermelho e reduz a reação
inflamatória nos órgãos.
A
luz verde é indicada nas tosses, tumores, inflamações
articulares, cistos, dilatações brônquicas
e doenças oculares.
|
Contra
indicações – hipertensão,
paralisia, contrações musculares e reumatismo.
AZUL – Luz fria, com efeito relaxante e analgésico.
Aumenta o metabolismo, tem efeito descongestionante e promove
o crescimento. Tem propriedade anti-séptica e promove
a contração de artérias e veias.
Indicada
nas supurações, febre, congestão,
dor, hipertensão, taquicardia, hemorragia, lesões
de ligamentos e regula a contração muscular.
Contra
indicações – hipotensão,
paralisia e contrações musculares.
ÍNDIGO – É uma luz elétrica,
fria e adstringente, controla todos os sentidos, induz a
produção de fagócitos, é depressor
respiratório, tônico muscular e anestésico.
É indicada nas alterações dos órgãos
do sentido, nas alterações neurológicas
com convulsões, hemorragias e patologias de garganta.
Contra
indicações – hipotensão,
paralisia e contrações musculares.
VIOLETA – Ocupa o extremo frio do espectro de cores, é a
luz visível de menor comprimento de onda (4000 Å)
e, portanto, a mais penetrante, podendo atingir estruturas
orgânicas em maior profundidade que as outras cores.
Estimula a circulação periférica e o
sistema imunológico, tem efeito bactericida e elimina
toxinas e detritos resultantes da infecção.
É indicada no controle de infecções,
na cicatrização de feridas e no alívio
da dor. Estimula o sistema linfático, a produção óssea
e a regeneração dos tecidos.
Contra
indicações – hipotensão,
paralisia e contrações musculares.
Cromopuntura
A cromopuntura consiste na aplicação de luz
colorida em pontos de acupuntura para o tratamento de doenças
ou alterações fisiológicas. Para isso
utilizamos um aparelho elétrico, denominado bastão
cromático, composto por uma fonte de luz branca uma
fenda onde é colocado o filtro de luz desejado, e
um cristal de quartzo branco por onde a luz é projetada.

FIG.05
- BASTÃO CROMÁTICO: APARELHO UTILIZADO
PARA SELEÇÃO E APLICAÇÃO
DE LUZ COLORIDA. |
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Quando
usamos a cromopuntura, além da estimulação
dos pontos de acupuntura estamos utilizando também
os efeitos da cromoterapia nos tecidos onde o foco
de luz incide, o que permite uma potencialização
dos dois tipos de terapias. Com esse recurso temos
obtido muito sucesso na desobstrução
uretral de gatos com DTUIF idiopática, nos
processos de coluna, nas faringites e traqueites,
nas doenças articulares, ou seja, em todos
os casos de doenças inflamatórias,
agudas ou crônicas.
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As aplicações podem ser feitas em pontos de
acupuntura específicos para as varias patologias,
e diretamente sobre os tecidos e órgãos afetados.
A escolha da cor se faz de acordo com as características
de cada uma delas e da doença a ser tratada e o tempo
de exposição à luz vai de 30 segundos
a 4 minutos de acordo com a intensidade dos sintomas.
REFERENCES
Amber, R. (1983) – Cromoterapia: Acura através
das cores, Cultrix, São Paulo.
Draehmpaehl,
D.; Zohmann, A. (1997) – Acupuntura no
cão e no gato: princípios básicos e
prática científica, Roca, São Paulo.
Gaspar,
E. D. (1997) – Cromoterapia: cores para a
vida e para a saúde, Pallas editora, Rio de Janeiro.
Gimbel,
T. (1980) – A energia curativa através
das Cores, Pensamento, São Paulo.
Mandel,
P. (1986) – The practical compendium of colorpuncture,
Manfred Malworm, W.
Germany. Rezende, J. R. V. (2001) – Cromopuntura
e outras
Dra. Daionety Aparecida Pereira
Médica Veterinária
Clínica Médica
- Acupuntura - Homeopatia
CRMV: SP 2037
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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