DIABETES
EM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
Por Barbara
Bezerra
Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD

foto:
AAA Clipart. |
O diagnóstico do diabetes em cães e gatos
vem se tornando cada vez mais comum e já não
causa tanta estranheza. Com sintomas semelhantes aos dos
seres humanos, os animais com diabetes costumam apresentar
a doença já idosos, entre 8 e 12 anos.
No
entanto, acredita-se que a expectativa de vida desses animais
– desde que ele não seja diagnosticado em estágio
muito avançado do diabetes - seja a mesma de um animal
normal.
Não
há estatísticas brasileiras para cães
e gatos com diabetes. Normalmente, a referência está
nos estudos americanos. “A incidência do diabetes
em cães e gatos é menor do que a dos seres
humanos. Segundo um estudo americano, é de 0,002%,
mas tem aumentado nas últimas décadas. Isso
é explicado pela maior expectativa de vida dos animais
e também pelo aumento da incidência de obesidade”,
explica o médico veterinário Ricardo Duarte,
Prof. de Clínica Médica de Pequenos Animais
do Creupi-SP e Doutorando em Clínica Veterinária
pela USP. Entre as causas do diabetes em animais de estimação
estão relacionadas: o fator hereditário, um
organismo debilitado, pancreatite e fatores de resistência
à insulina, entre eles a obesidade.
Diagnósticos em Cães e Gatos
As manifestações do diabetes são semelhantes
em todas as espécies. A diferença no diagnóstico
de cães e gatos está na forma como cada animal
expressa os sintomas. Os sintomas mais comuns são:
o aumento do volume da urina, ingestão de água
e emagrecimento. No entanto, alguns animais podem ter o
apetite aumentado, o que nem sempre é visto com maus
olhos pelos proprietários. “Curiosamente, boa
parte dos cães diabéticos são diagnosticados
quando procuram o veterinário por causa do surgimento
de catarata, que não é um sintoma inicial
do diabetes. Gatos diabéticos geralmente não
desenvolvem a catarata, mas a neuropatia diabética,
que pode causar dor e dificuldade para andar”, explica
o veterinário.
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