 |
Animais
Domesticados
|
| Dra.
Martha Follain |

foto: Diogo Vitti |
Nenhuma
espécie de animal pode deixar de se relacionar com
outras espécies, que vivam no mesmo território.
Os animais não humanos podem ser classificados como
presas, como competidores, como parasitas ou como perseguidores.
As
presas: a espécie humana já matou e comeu
vários animais: bisões, cavalos, rinocerontes,
veados, ursos, mamutes, carneiros, camelos, avestruzes, búfalos,
javalis, etc.
E, temos a tendência para domesticarmos
certas espécies de presas selecionadas. A espécie
humana pratica a domesticação de animais, incluindo
escolha organizada e reprodução seletiva das
presas, há pelo menos, quinze mil anos atrás.
Os
primeiros animais a serem domesticados foram carneiros e
renas. Mais tarde, com o estabelecimento em um determinado
lugar para a agricultura, o número de animais foi
aumentando: porcos, bovinos, etc.
Os porcos e bovinos estabeleceram
as primeiras relações com os humanos, quando
assaltavam as colheitas. Dentre os pequenos mamíferos,
a única espécie que foi regularmente domesticada
foram os coelhos.
Dentre as aves, as galinhas, os gansos
e os patos foram as principais espécies domesticadas
há milhares de anos, e em menor escala os faisões,
as codornizes e os perus. Os únicos peixes que começaram
a ser domesticados há muito tempo, foram a enguia
romana, a carpa e os peixinhos vermelhos;
Os simbiontes:
define-se simbiose como a associação
de duas espécies diferentes para mútuo benefício.
Exemplos: aves e certos animais grandes ungulados, como rinocerontes,
girafas e búfalos - os pássaros comem os parasitas
que vivem na pele desses animais;
Em
relação à simbiose com humanos,
outros animais ficam em desvantagem: a espécie humana
domina a situação e os “sócios” não
têm outro remédio senão aceitar essa
simbiose, que é mais exploração. O mais
antigo simbionte da nossa história é o cão
(descendente do lobo).
Humanos e lobos formavam dois grupos
de caçadores cooperativos, que atacavam grandes presas
e grupos. Os lobos eram mais habilidosos para arrebanhar
as presas e conduzi-las a grande velocidade. Tinham também
o olfato e a audição mais apurados. E, estabeleceu-se
uma ligação inter-espécies: os lobos
ajudavam os humanos na caça em troca de uma participação
na carne.
E, filhotes de lobos começaram a ser trazidos
para as habitações tribais, como dispositivo
de alarme noturno. Assim, os lobos domesticados acompanhavam
os humanos nas caçadas. Esses lobos, posteriormente
cães, passaram a ser tratados como membros das comunidades,
e cooperavam com os líderes humanos.
A domesticação
do lobo tornou possível a domesticação
das presas unguladas. Mais recentemente, a reprodução
seletiva originou uma grande variedade de especializações
simbióticas dos cães. Condução
de rebanhos (cães pastores), farejadores (cães
de caça), matadores de animais daninhos, cães
de guarda, cães de companhia, cães-guia de
deficientes visuais, etc. Não há outra espécie
simbiótica que tenha estabelecido com o homem uma
relação mais complexa e variada. Além
dos cães, guepardos e os falcões (e outras
aves de rapina) são considerados simbiontes;
Outra
forma de simbiose implica na utilização
de pequenos carnívoros como destruidores de animais
daninhos. Isso só começou durante o período
agrícola: gatos, furões e mangustos. Outra
forma de simbiose foi a utilização de grandes
animais como animais de carga. Cavalos, jumentos, búfalos,
bois, etc. E, alguns animais são utilizados, simbioticamente,
como fonte de produção: o leite das vacas,
o leite das cabras, a lã dos carneiros, os ovos das
galinhas, o mel das abelhas, a seda dos bichos-da-seda, etc.
Os pombos-correios também são considerados
simbiontes.
E, uma das mais abjetas simbioses: o uso de animais
como cobaias: ratinhos brancos, coelhos, macacos, gatos e
cães (entram também nessa categoria). Os animais
simbiontes aumentaram de número, mas é um êxito
condicionado - alcançaram esse “êxito” à custa
de sua liberdade evolutiva. Perderam sua independência
genética e, apesar de serem alimentados e tratados,
têm de se submeter aos caprichos dos humanos.
Os
competidores: espécies que estejam em competição
com a nossa, em relação a comida ou território,
ou que interfiram no desenrolar eficiente das vidas dos seres
humanos, é implacavelmente eliminada.
Praticamente,
qualquer animal que não seja comestível ou
simbioticamente explorável, é atacado e exterminado.
Esse processo continua a acontecer atualmente, em todo o
mundo. No caso de competidores mais insignificantes, a perseguição
faz-se ao acaso, mas rivais mais perigosos não têm
possibilidades de escapar.
Os rivais mais ameaçadores,
antigamente, eram primatas - hoje, somos a única espécie
sobrevivente de nossa própria família. Os grandes
carnívoros também eram competidores importantes
e, temos eliminado todas as espécies de grandes carnívoros
onde a densidade populacional de humanos atinge certo nível.
Atualmente, isso acontece com lobos, tigres, etc.
Os parasitas: à medida que a ciência médica
progride, os parasitas são reduzidos: pulgas, carrapatos,
etc.
Os perseguidores:
essa categoria também está desaparecendo.
Na verdade, nunca constituímos uma fonte fundamental
na alimentação de qualquer outra espécie.
Fomos presas de certos carnívoros: grandes felinos,
lobos, cães selvagens, crocodilos, tubarões,
grandes aves de rapina, mas isso não chegou a abalar
o número de humanos. Ironicamente, o responsável
pelo maior número de mortes de humanos, não é capaz
de devorar o cadáver da presa: trata-se de um inimigo
mortal - a cobra venenosa - de uma forma geral, os indivíduos
de qualquer espécie de primatas (humanos, gorilas,
chimpanzés, orangotangos, etc.) têm aversão às
cobras.
Esses
cinco exemplos de categorias de relações
inter-espécies, acontecem com animais de quaisquer
outras espécies. Não somos diferentes dos outros
animais, embora humanos levem muito mais longe as relações
com outras espécies. Porém, a grande parte
dessas relações pode ser designada como “aproveitamento
econômico”.
 |
Dra.
Martha Follain |
| Colunista
do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de
Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação
em Aromaterapia,
Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular,
Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração
Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística,
Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT:
21524 |
<< voltar *
este artigo pode ser publicado livremente em Revistas, Jornais, Newsletters e outros meios de comunicação, desde que a biografia do autor permaneça intacta e a fonte do artigo seja citada.
Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br |