ESCOLHENDO
O VETERINÁRIO
por Cláudia
Porto

foto: Meire Martinez |
Assim como uma criança, um gato, especialmente
quando filhote ou idoso, precisa de acompanhamento médico
periódico, a fim de ser examinado e vacinado.
Para escolher um bom veterinário, procure indicações
de amigos ou conhecidos confiáveis. Ao visitar uma
clínica, faça perguntas, cheque conhecimentos,
verifique se o profissional estabelece uma relação
de parceria com o proprietário, se leva em conta suas
opiniões, ou se assume uma postura "professoral".
Fique com aquele veterinário que expõe claramente
o tratamento, que informa sobre as medicações,
que responde seus questionamentos, não hesita em demonstrar
suas dúvidas ( afinal, ele é humano ), trata
bem seu animal e a você também.
Não escolha em um veterinário apenas por ele
ser "camarada", cobrar menos, gostar de gatos ou
já ter mais de quatrocentos anos de profissão.
Cobrar menos pode apenas ser indicativo de que o veterinário
em questão está começando, ou que não
tem muita clientela. Gostar de gatos não significa
necessariamente saber cuidar deles. Veterinários veteranos
podem ser excelentes, SE estiverem sempre se atualizando;
caso contrário, corra. Igualmente fuja de profissionais
que insistem em querer acertar o diagnóstico apenas "no
olho", que não pedem exames complementares em
ocasião nenhuma. O "achismo" pode matar
seu gato.
E SEMPRE que possível, sempre que houver um disponível,
dê preferência a um especialista em felinos.
Procure também ter à mão os endereços
de clínicas 24 horas confiáveis, caso seja
necessário atendimento de emergência, assim
como o telefone do seu veterinário.
Sinais de Alerta
Observe sempre seu gato,
e fique atento à qualquer
comportamento estranho ou fora do normal. Gatos doentes mudam
muito seu modo de agir. Muitas vezes se escondem, recusam-se
a comer e param até mesmo de se preocupar com a higiene.
O cuidado com a higiene, aliás, é uma das características
mais marcantes da personalidade felina. Os gatos parecem
sempre estar preocupados com a limpeza e o asseio. Por isso,
mantenha sempre a bandeja sanitária limpa, trocando
a areia regularmente, pois o seu gatinho pode se sentir tentado
a fazer suas necessidades fora da caixa caso ela esteja suja.
Os gatos costumam limpar-se a todo momento; entretanto, você deve
ajudá-lo em sua higiene diária, sobretudo se
ele tiver pêlos longos. O gato deve ser penteado todos
os dias ( duas vezes ao dia para as raças de pelo
longo ), coisa que a maioria dos gatos aceita bem.
A pelagem
deve ser bem escovada com pente e escova próprios
para gatos, a fim de remover os pêlos mortos. Este
cuidado é fundamental principalmente nas raças
de pelo longo, e ajuda a diminuir as "bolas de pelo",
que se formam no estômago do gato, causadas pelos pêlos
engolidos ao se lamber.
Geralmente os gatos expelem essas
bolas por vômitos ou pelas fezes, mas, em alguns casos,
a bola pode se instalar e precisar ser retirada cirurgicamente.
Como seu gato não deve sair na rua nem precisa das
unhas para se defender, você pode apará-las.
Isto exige alguma habilidade, para não cortar muito
rente à carne ou aos vasos sanguíneos, portanto
NÃO faça isso sem orientação.
Somente a pontinha das unhas deve ser aparada. O uso de arranhadores
deve ser estimulado.
É
aconselhável também acostumá-lo a ter
os dentes escovados ao menos uma vez por semana, sempre com
escovas e pasta própria para gatos. Se você não
dispuser da pasta, use somente água.
As orelhas devem ser sempre limpas
com algodão macio
e seco. Orelhas com excesso de cera podem significar otite.
No caso dos persas, principalmente, deve-se manter os olhos
e o pelo em volta sempre limpos, usando um algodão
embebido em soro fisiológico. O lacrimejamento é normal
nesta raça, portanto não utilize nenhum medicamento
nos olhos do seu gato.
Muitas pessoas acreditam que os gatos não podem ou
não precisam tomar banho. No entanto, isso de forma
alguma corresponde à verdade. Mesmo um gato de pelo
curto pode precisar de um bom banho de vez em quando. Por
isso, é bom que o gato se acostume a ser banhado desde
bem pequeno. O hábito certamente não o fará gostar
disso, mas o tornará menos avesso à idéia.
Uma outra medida importante é a vermifugação,
que deve ser feita de tempos em tempos para prevenir infestações
parasitárias. Peça orientação
ao seu veterinário para traçar um plano de
vermifugação.
Mesmo os gatos mais bem tratados podem apresentar problemas
de vez em quando. Por isso, esteja sempre atento. Se o seu
gatinho parecer doente, leve-o o mais depressa possível
ao veterinário.
NÃO tente resolver o problema
em casa. Os gatos são animais muito sensíveis,
e sintomas que parecem pouco importantes podem rapidamente
se agravar. Mesmo um simples espirro pode ser o primeiro
sintoma de doenças respiratórias graves. Só o
seu veterinário está qualificado para diagnosticar
corretamente qualquer problema.
Procure observar todos os sintomas, a fim de apresentar ao
veterinário um relatório completo e preciso
das condições do gato. Veja alguns sintomas
que merecem atenção:
- Diarréia ou prisão de ventre persistente;
- Perda de pelos e/ou coceira;
- Perda de apetite;
- Dificuldade de urinar ou incontinência urinária;
- Sangue ou vermes nas fezes ou na urina;
- Vômitos repetidos;
- Desmaios;
- Paralisia;
- Secreções no nariz, olhos ou ouvidos;
- Pálpebras avermelhadas ou inchadas;
- Espirros repetidos;
- Tosse:
- Febre ( a temperatura normal fica entre 38/39 graus );
- Respiração irregular ou forçada;
- Edemas;
- Inchaços;
- Sangramentos de qualquer espécie;
- Parasitas;
- Gengivas e/ou boca arroxeadas ou descoradas;
- Dentes quebrados;
- Mau hálito.
Estando sempre atento, é muito mais fácil prevenir
!
Lembretes
- Gatos NÃO podem ficar sem comer,
sob risco de lipidose hepática. Mantenha o gato alimentado,
nem que para isso seja necessário alimentá-lo
com seringa;
- Sopinha de bebê NÃO deve ser usada na alimentação
de um gato debilitado. Ela contém cebola, que mesmo
em pequenas quantidades pode causar anemia, agravando o problema
já existente;
- A melhor coisa para um gato debilitado é o patê em
lata A/D da Hills. Caso não exista A/D disponível
na sua cidade, substitua por ração de filhote
de boa qualidade moída e misturada com água;
- Alguns remédios são fatais para o gato, NÃO
medique por conta própria.
Cláudia
Porto
Gatos
do Rio - http://gatosdorio.sites.uol.com.br
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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