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Complexo
Respiratório Viral Felino |
| Por
Dra. Martha Follain |
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| foto:
freedigitalphotos |
O
Complexo Respiratório Viral Felino é uma doença
que afeta somente os gatos domésticos e felinos selvagens
e foi por muito tempo chamada de Rinotraqueíte Viral
Felina - no entanto, este nome designa a doença causada
somente pelo vírus denominado Herpesvírus Felino
Tipo 1.
O termo “Complexo” é mais adequado, já
que o Calicivírus Felino, responsável pela Calicivirose,
também está incluído como causador desta
doença respiratória. O nome “Complexo”
é mais correto por serem doenças provocadas
por mais de um agente causador, e também, porque os
sinais clínicos causados por cada um destes agentes
se confundem.
O
Herpesvírus é um microorganismo que causa
a rinotraqueíte, também conhecida como “a
gripe do gato“, já que os sintomas são
bem parecidos com os de uma gripe comum. Na Calicivirose
os sintomas são parecidos com os da Rinotraqueíte,
sendo que as lesões na boca são bem mais graves
e podem alcançar também as narinas. Este vírus
pode atacar o pulmão, causando edema pulmonar e pneumonia.
Além
disso, frequentemente ocorrem infecções bacterianas
oportunistas, como por exemplo “clamidiose”
responsável por sinais oculares etc. (conjuntivite
com pus, aguda ou crônica espirros e tosse, pneumonia,
etc.) e que se somam aos demais sintomas, agravando o quadro.
Tanto
o Herpesvírus, como o Calicivírus são
capazes de causar sintomas como febre, espirros, tosse,
secreção nasal (coriza) e ocular, salivação,
perda de apetite, conjuntivite, estomatite, lesões
na boca, gengivite e pneumonia. Alguns sinais clínicos,
como os problemas oculares, podem ocorrer sem que haja qualquer
sinal respiratório. E nem todos os sintomas podem
estar presentes num mesmo gato doente.
Essas
doenças são extremamente contagiosas entre
os gatos, sendo mais perigosas para filhotes e para os imunodeprimidos
(com a imunidade baixa – filhotes, idosos, gatos doentes
com leucemia, etc.), podendo causar a morte destes animais.
Elas são transmitidas através dos espirros
dos gatos contaminados, do contato com objetos do bichano
doente (pote de água e comida, caminha, lençol,
etc.), do contato das mãos contaminadas com o gato
doente e que depois entram em contato com o gato saudável,
e da mãe com o filhote (placenta, lambedura dos filhotes).
Cerca
de 80% dos gatos com Herpesvírus se torna portador
assintomático do vírus para sempre, expelindo-o
e podendo apresentar sinais clínicos da doença
quando o animal é submetido a estresse (viagem do
proprietário, mudança, hospedagem, animal
de estimação novo na casa, etc.). Já
o portador crônico do Calicivírus dissemina
o vírus de forma contínua e não precisa
de um fator como o estresse para essa disseminação.
Nem o Calicivírus nem o Herpesvírus são
infectantes para o homem ou o cão, mas a Clamidiose
(infecção secundária) é uma
zoonose (pode contaminar o ser humano).
Se
o seu gato começar a espirrar, tossir, apresentar
coriza ou conjuntivite é fundamental que você
o leve imediatamente ao veterinário. Somente o médico
veterinário poderá diagnosticar o animal,
e somente ele poderá diferenciar um quadro alérgico
do Complexo Respiratório. Além do que, somente
o veterinário poderá dar informações
mais detalhadas a respeito da prevenção e
evitação da disseminação da
doença.
A
única medida preventiva contra o Complexo Respiratório,
é a vacinação anual, que deve ser orientada
e aplicada pelo médico veterinário. Mesmo
que o gato não saia, a vacinação é
necessária. Consulte o veterinário sobre o
esquema de vacinação. É uma doença
grave e, pode levar o animal à morte - a mortalidade
pode ser alta em gatos jovens ou debilitados.
O
tratamento é o mesmo para as duas doenças.
O tratamento do Complexo Respiratório é realizado
pelo veterinário – porém, como é
um vírus, o tratamento combate os sintomas.
Não
há tratamentos paliativos – Os Florais de Bach,
a Homeopatia, Fitoterapia, etc., podem ajudar no tratamento
tradicional, proporcionando mais conforto ao animal, em
relação aos sintomas.
Alguns
cuidados com o gato com Complexo Respiratório:
-
deixe água fresca à disposição;
-
mantenha o ambiente desinfetado e ventilado;
-
ofereça dieta pastosa, de acordo com a orientação
do veterinário;
-
mantenha o gato em repouso;
-
mantenha o gato aquecido.
-
desinfete roupas, bebedouros, comedouros, sapatos, mãos;
-
não exponha o bichano à fumaça de cigarro.
Portanto,
é uma doença grave, que tem apenas prevenção
– é a vacinação.
Esses
dados são apenas de caráter informativo. Procure
o médico veterinário.
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Dra.
Martha Follain |
| Colunista do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação em Aromaterapia, Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística, Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT: 21524 |
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br |