HIPERPLASIA
FIBROEPITELIAL MAMÁRIA EM FELINOS
Por Dra.
Tatiana Mello de Souza
 |
| foto:
Romulo Moura |
A
hiperplasia fibroepitelial (fibroadenomatose, hipertrofia
mamária felina, adenofibroma ou fibroadenoma) é uma
proliferação benigna, não neoplásica
dos ductos mamários e do tecido conjuntivo periductal
de gatas jovens, geralmente com menos de dois anos de idade.
Esse
distúrbio é mais comumente descrito
em fêmeas no início da gestação
ou naquelas que estão ciclando,
mas tem sido observado, mais raramente, em machos, inteiros
ou castrados, após administração prolongada
de medicamentos à base de progestágenos;
em cães a ocorrência é extremamente
rara.
Embora a causa seja desconhecida, há evidências
de que se trate de uma lesão hormônio-dependente,
associada à ação de substâncias
progestacionais naturais ou sintéticas.


Macroscopicamente,
as tumorações na glândula mamária
eram cobertas por pele, ocasionalmente ulceradas, e tinham
superfície de corte brancacenta com nódulos
multifocais mais pálidos de 2mm de diâmetro.
Histologicamente, esses nódulos multifocais consistiam
de proliferação ductal cercadas por crescimento
abundante de tecido conjuntivo fibroso.
A hiperplasia fibroepitelial mamária pode afetar uma
ou mais glândulas mamárias, mas normalmente
toda a cadeia mamária está envolvida. Essa
alteração hiperplásica tem como característica
principal o crescimento muito rápido, em torno de
3 a 4 semanas.
A hiperplasia fibroepitelial mamária pode ser diagnosticada
clinicamente por meio da anamnese e do exame físico.
Biópsias podem confirmar o diagnóstico presuntivo.
Dra.
Tatiana Mello de Souza
Médica Veterinária.
<< voltar
*
este artigo pode ser publicado livremente em Revistas, Jornais, Newsletters e outros meios de comunicação, desde que a biografia do autor permaneça intacta e a fonte do artigo seja citada.
Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
|