   
  
   


|
 |
HOMEOPATIA,
VETERINÁRIA E OS FLORAIS DE BACH |
| Dra.
Martha Follain |
 |
| foto:
freewebtemplates |
Hipócrates (450 a. C.), considerado o pai da medicina,
foi o primeiro a enunciar o princípio da semelhança: “Similia
similibus curantur”.
Homeopatia, vem do grego “homoios” , semelhança
e “epathos”, dor, sofrimento, e, significa “moléstia
semelhante”.
“Tudo que é capaz de causar doença pode curá-la, desde
que na forma de doses mínimas após a diluição e dinamização.”
Cristian Frederic Samuel Hahnemann, nascido em 10 de abril de 1755 , na Saxônia,
e falecido em Paris, em 02 de julho de 1843, aos 88 anos de idade, foi o médico
responsável por esse raciocínio e esta linha de tratamento. Afirmava
que as doenças ocorrem por alterações de energia do indivíduo
e que a cura se dá porque , a homeopatia, leva o organismo a reagir. Dizia,
ainda que, toda substância capaz de provocar os sintomas em uma pessoa
sadia, é capaz de curar estes mesmos sintomas em uma pessoa enferma. São,
portanto, dois princípios: o princípio da similitude e o da experimentação
no ser humano sadio.
Formou-se aos 24 anos e, exerceu a medicina ortodoxa por 10 anos. Então,
desiludido com essa medicina tradicional, parou de exercê-la, durante algum
tempo.
Quando voltou a clinicar, Hahnemann, publicou, após 6 anos, o primeiro
artigo sobre o assunto, o que gerou desconfiança e perseguição.
Hahnemann deixou 3 obras muito importantes (publicou seu primeiro livro em 1810): “Organon”, “Da
Arte de Curar” e “Matéria Médica Pura e as Doenças
Crônicas”.
A homeopatia utiliza medicamentos preparados por dinamização (diluições
e agitações sucessivas que, liberam das substâncias os seus
poderes energéticos). Não há “matéria” em
seus medicamentos.
No Brasil, a homeopatia chegou através do Dr. Benoit Jules Mure, médico
francês discípulo direto de Hahnemann, em 1840, na cidade do Rio
de Janeiro.
Hoje, a homeopatia é reconhecida como especialidade médica, pela
Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de
Medicina.
A homeopatia entende o indivíduo (animal ou humano) como um todo e, promove
seu tratamento geral. A homeopatia preconiza que, existe uma energia em todos
os seres vivos e, quando essa energia se desequilibra, aparece a doença.
A cura é obtida através do poder energético de medicamentos
oriundos dos reinos vegetal, mineral e animal. Para a homeopatia , curar, é compreender
o sentido da doença.
Ainda que, a homeopatia esteja associada ao tratamento de seres humanos, o emprego
de medicamentos homeopáticos, na prática veterinária, pôde
comprovar sua utilidade.
Homeopatia e veterinária estão ligadas, assim como animais e humanos
convivem neste planeta . E, a procura de um tratamento menos agressivo, mais
natural e eficiente para o bem estar dos animais, era almejada.
Há mais de 200 anos a homeopatia começou a ser empregada por veterinários
em animais – em 1796, Hahnemann, curou seu cavalo com oftalmia periódica
com medicamento homeopático; em 1833, Johnann Lux, foi o primeiro veterinário
a tratar um animal doente com homeopatia.
A homeopatia veterinária entende o animal como um todo, sustentado pela
força vital e, pode ser utilizada em todos os animais – domésticos,
como cães, gatos e também bovinos, suínos, eqüinos,
aves, peixes , abelhas, etc.. Os animais silvestres e selvagens também
respondem muito bem ao tratamento homeopático.
No Brasil, a homeopatia foi reconhecida como especialidade pelo Conselho de Medicina
Veterinária, através da Resolução nº 625 de
16 de março de 1996.
Na realidade, o exercício da “arte” de tratar animais, começa
com o processo de domesticação dos lobos, pelo homem primitivo.
As origens da veterinária, da homeopatia e da terapia floral, perdem-se
em tempos imemoriais.
A medicina animal , era praticada 2000 anos antes de Cristo, em certas regiões
da Ásia, da África, do Egito à Índia Oriental. Mas,
o marco do estabelecimento da medicina veterinária moderna, organizada
segundo critérios científicos, começou com o surgimento
da primeira escola de medicina veterinária do mundo, em Lyon, França,
criada pelo hipologista (especialista em cavalos) e advogado francês, Claude
Bougerlat.
O uso de flores e plantas, no tratamento de animais e humanos é muito
antigo. Os aborígenes australianos comiam a flor inteira e tratavam desta
forma seus animais. Tanto os egípcios como os africanos e os malaios,
já faziam uso das flores para tratar desequilíbrios físicos
e emocionais. Na Idade Média, Paracelso, místico e alquimista (século
XVI), já utilizava as essências florais, recolhendo o orvalho das
flores, para tratar animais e humanos.
Edward Bach (1886 – 1936) formou-se médico em Londres, em 1912.
Especializou-se em cirurgia, sendo chefe do Pronto Socorro do University College
Hospital. Insatisfeito com os resultados paliativos que encontrava na cirurgia,
resolveu dedicar-se à imunologia e bacteriologia, no próprio hospital.
Desde sua época de estudante, interessava-se mais pelos pacientes do que
por suas doenças pois, sentia que ocupar-se só dos sintomas físicos
não era o bastante. Descobriu vacinas injetáveis para tratar doenças
crônicas, a partir de bactérias intestinais.
Em 1918 começou a trabalhar no London Homoeopathic Hospital, onde conheceu
a filosofia de Samuel Hahnemann, identificando-se com ela e, tornando-se homeopata.
Passou a usar vacinas orais, utilizando os princípios da homeopatia. Porém,
Bach não queria mais fazer vacinas de bactérias e sim, procurava
um sistema de saúde que fosse obtido da natureza. Em 1918, começou
a pesquisar as essências de flores e, abandonou completamente as vacinas.
Em 1930, deixou Londres e foi morar no campo. O Dr. Bach experimentou , em si
mesmo, os estados mentais negativos que descreveu, até sofrer a doença
física e, buscar a flor que o curasse. Assim ele encontrou as 38 flores
e, delas, as essências florais. Todos os remédios usados em seu
método de tratamento, são obtidos a partir de flores, arbustos
ou árvores silvestres.
O sistema de tratamento com essências florais, assemelha-se ao da homeopatia.
Wright (1988) descreve as essências florais como “ soluções
líquidas infundidas de padrões, feitas com as flores de determinadas
plantas que contêm uma marca específica que responde – equilibrando,
reparando e reconstruindo – os desequilíbrios dos seres humanos
nos níveis físico, emocional, mental e espiritual ou universal”.
Essa “marca” é a característica vibracional da flor,
como explica Leonardi (1995): “ Sabe-se que tudo no universo emite uma
vibração. O que faz alguma coisa ser vermelha são as vibrações
que ela emite. Do ponto de vista científico, o vermelho, é a vibração
desse objeto. As flores também têm uma certa freqüência.
Se você processa a flor numa essência e ingere essa substância,
seu corpo começa a vibrar nessa freqüência. Ela começa
então a promover a sincronização das células e dos
tecidos do seu corpo, fazendo com que vibrem nesse nível”.
Os florais são preparados pelos métodos solar e fervura. Da mesma
forma que na homeopatia, não há “matéria” nos
remédios. Não são prescritos segundo o mal estar físico
mas sim, de acordo com o estado mental e emocional do paciente. As essências
tratam os doentes e não as doenças. Para Bach, , a causa real da
doença era uma distorção no comprimento de onda, no campo
energético do corpo, que fica mais lento, exercendo um efeito que resulta
em estados mentais negativos. Esses estados mentais negativos exaurem a vitalidade
e, o corpo fica vulnerável a doenças.
Nos dias de hoje, existem provas abundantes que as emoções produzem
mudanças em vários hormônios que desencadeiam reações
bioquímicas. Estas, por sua vez, provocam mudanças na função
nervosa, na digestão, na respiração, na circulação
e no sistema imunológico (Pelletier & Herzing – 1989).
O sistema de Bach, foi o primeiro sistema terapêutico moderno baseado em
essências florais.
O Dr. Bach experimentou a medicação floral em animais e, concluiu
que, as essências para os sintomas deles são as mesmas dos humanos
(ele tratava seu cachorro com elas).
A terapia floral de Bach, como terapia vibracional que é, está ganhando,
cada vez mais espaço, na medicina veterinária (e aqui, não
há que se falar em efeito placebo). Os animais respondem efetiva e rapidamente
ao tratamento com os florais que podem ser administrados em : cães, gatos,
ferretes, cavalos, aves, peixes, abelhas, etc., animais silvestres e animais
selvagens.
As essências funcionam para tratar comportamentos, desequilíbrios
mentais, emocionais e, como coadjuvantes valiosas para complementar o tratamento
do veterinário, em diversas patologias.
Os métodos de tratamento, assemelham-se, na terapia floral e na homeopatia.
Contudo, há diferenças entre elas:
- Na homeopatia há vários níveis de diluições
de remédios – na terapia floral, há somente um nível
de diluição;
- A homeopatia utiliza medicamentos preparados por dinamização
- diluições e agitações sucessivas – que, liberam
das substâncias os seus poderes energéticos. As essências
florais não são dinamizadas;
- A homeopatia extrai seus remédios dos reinos animal, mineral e vegetal.
As essências florais, só do reino vegetal;
- A homeopatia pode agir no físico, no mental e no emocional. As essências
florais agem no mental e emocional (refletindo no físico);
- Na homeopatia pode haver o “agravamento dos sintomas” – primeiramente
piora, para depois melhorar. Nos florais não há agravamento dos
sintomas;
- Na homeopatia, alguns cheiros podem prejudicar o efeito dos remédios:
mentol, naftalina, etc.. Nas essências florais não.
Os efeitos
da terapia floral de Bach, são reconhecidos
pela Organização Mundial de Saúde (OMS),
desde 1976.
A terapia floral e a homeopatia, são consideradas
, pela OMS, como medicina vibracional – tratam o indivíduo
(animal e humano), buscando o equilíbrio através
de estímulo energético.
 |
Dra.
Martha Follain |
| Colunista do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação em Aromaterapia, Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística, Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT: 21524 |
<< voltar *
este artigo pode ser publicado livremente em Revistas, Jornais, Newsletters e outros meios de comunicação, desde que a biografia do autor permaneça intacta e a fonte do artigo seja citada.
Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br |
|
|