HOMEOPATIA E COMPORTAMENTO ANIMAL
Uma abordagem semiológica
Por Dr. Mauro Lantzman
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| foto:
Karl Heinz Faria Macholl |
A homeopatia, arte médica que valoriza o indivíduo como um todo, é um sistema terapêutico que busca, através da compreensão do paciente, assisti-lo em seus processos biológicos, que oscilam entre a saúde e a doença. Para realizar esta tarefa, o homeopata agrega a pesquisa da etiologia e dos sintomas patognomônicos às reações individuais, procurando por sintomas, objetivos e subjetivos, que revelem o modo como cada um interage com o meio que o cerca. A partir de suas observações o homeopata irá escolher e administrar o medicamento mais adequado ao paciente auxiliando-o em seu processo de cura.
Para uma maior precisão na discussão acerca da abordagem semiológica da homeopatia, apresentamos seus princípios, que permanecem imutáveis desde que foram estabelecidos e fundamentados por Samuel Hahnemann, médico alemão que viveu no final do século dezenove. São eles: a lei da semelhança, a experimentação no homem são, e a dose mínima.
A lei da semelhança diz que toda substância capaz de produzir em doses ponderáveis, tóxicas ou fisiológicas, no indivíduo sadio porém sensível, um conjunto sintomático determinado será igualmente capaz de, em doses convenientes conforme o caso, curar um indivíduo sensibilizado pela doença com um quadro mórbido semelhante, excetuando-se as lesões irreversíveis. Esta lei lembra a famosa frase de Hipócrates "Similia similibus curantur" isto é a doença é produzida pelos semelhantes e, através dos semelhantes, o paciente retorna à saúde.
O segundo fundamento preconiza que a substancia a ser pesquisada deverá ser antes experimentada no Homem aparentemente sadio e sensível. Baseado neste princípio, inúmeras substâncias foram experimentadas e suas patogenesias foram registradas em livros denominados de Matéria Médica Homeopática. A dose mínima estabelece o padrão característico da farmacotécnica homeopática para o preparo do medicamento. Assim, a substância deverá sofrer dinamização, isto é, diluição e sucussão , para então adquirir poder terapêutico.
Homeopatia veterinária
Ainda que a homeopatia esteja associada ao tratamento de seres humanos, o emprego de medicamentos homeopáticos na prática veterinária pôde comprovar a utilidade deste sistema terapêutico no tratamento de animais.
Veterinários pioneiros na utilização da homeopatia tiveram a coragem e a perseverança de aprofundar seu conhecimento da matéria médica experimentando os medicamentos em sua clientela e extraindo preciosas informações a partir de tratados de toxicologia veterinária, como no caso de Solanum malacoxylon. A partir da constatação de que esta solanácea provoca, em doses tóxicas, calcinose generalizada em ruminantes, cavalos e coelhos, com emagrecimento, diminuição na produção de leite, apatia, cifose, deformação das extremidades anteriores, débito cardíaco e dispnéia expiratória, esta planta foi dinamizada e passou a ser utilizada por veterinários homeopatas no tratamento de alterações na deposição óssea de cálcio.
Na medida que medicamentos homeopáticos foram sendo utilizados em animais, inúmeros efeitos e características sintomáticas, antes somente observadas no ser humano, puderam ser constatadas. Por outro lado, muitos dos sintomas patogênicos observados no homem ainda estão para ser confirmados nos animais. No livro Homéopathie Vétérinaire, seus autores registraram medicamentos que tiveram sua utilização em veterinária verificada através do emprego clínico de acordo com a espécie animal, e medicamentos cujas patogenesias foram realizadas em animais aparentemente saudáveis, porém sensíveis.
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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