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OS
GATOS NA IDADE MÉDIA |
| Dra.
Martha Follain |
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| foto:
Cesar Maruoka |
A
Idade Média teve início, na Europa, com as
invasões bárbaras (germânicas), no século
V, sobre o Império Romano do Ocidente, e com a desintegração
do mesmo, em 476 d. C. (século V). Essa época
estende-se até o século XV (1453 d. C.), com
a queda de Constantinopla – quando houve uma retomada
comercial e o renascimento urbano. A Idade Média caracteriza-se
pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia
da Igreja Católica, sistema de produção
feudal e sociedade hierarquizada. A Era Medieval pode ser
subdividida em 2 períodos:
Alta Idade Média – que vai do século
V ao século X;
Baixa Idade Média – que vai do século
XI ao século XV.
A Idade Média, foi, de um modo geral, hostil aos
gatos, que eram associados às feiticeiras e feitiçarias
e, considerados criaturas diabólicas. Nesta época
nasceu a maioria das superstições, das quais
algumas chegaram até nossos dias. O que aconteceu
com os gatos que, eram adorados no Antigo Egito, para passarem
a ser execrados na Era Medieval ?
No Antigo Egito , em torno de 4 mil
a. C., os egípcios
domesticaram gatos, que, foram usados para o controle de
pragas em seus estoques de grãos. Ficaram tão
impressionados com as qualidades de caçador dos
gatos que, passaram a considerá-los sagrados. A
deusa Bastet , deusa da fertilidade e felicidade, era representada
como uma mulher com cabeça de gato. Do Egito, os
gatos foram levados para a Itália: na Roma Antiga,
já eram considerados símbolos da liberdade
e, qualquer representação da deusa da Liberdade
apresentava um gato repousando a seus pés. Da Itália
espalharam-se pelo restante da Europa .
A ligação dos gatos com os cultos pagãos,
desencadeou uma campanha da Igreja Católica contra
eles. Nos mitos escandinavos, que originaram muitas das
crenças pagãs, a carruagem de Freyja , deusa
do amor e da cura, era puxada por gatos. A deusa guardava
em seu jardim as maçãs com as quais se alimentavam
os deuses no Valhalla, e sua iconografia é representada
por gatos puxando sua carruagem, acabando por haver a associação
entre o animal e a própria divindade. O culto a
Freyja foi considerado heresia e os membros desta seita
severamente punidos com tortura e morte. Como os gatos
faziam parte do culto, foram acusados de serem demoníacos,
principalmente os pretos.
Na Europa o dia de Todos os Santos,
data importantíssima
para a Velha Religião (pagã), era comemorado,
pelos cristãos, jogando-se na fogueira, sacos cheios
de gatos vivos. Os supersticiosos acreditavam que as bruxas
podiam transformar-se em gatos que, eram então queimados
vivos pelos cristãos que os consideravam agentes
do mal. Se alguém fosse visto alimentado ou ajudando
um gato, era denunciado como bruxa e era torturado e morto.
As pessoas acusadas de bruxaria e seus gatos, eram responsabilizados
por qualquer catástrofe que acontecesse: tempestades,
falta de chuvas, má colheita, doenças, mortes
súbitas, etc.. A partir disso, o gato converteu-se
em bode expiatório para as tentativas de "purificação" da
Igreja Católica, ou seja, a eliminação
de todo e qualquer vestígio do paganismo (ou Velha
Religião). Essa perseguição gerou
várias superstições, como a de que
cruzar com um gato preto "dá azar", que
o gato é o olho do diabo, etc..
Essa prática de queimar gatos, acabou por estender-se
a qualquer tipo de comemoração, o que quase
dizimou a população felina e, consequentemente,
favoreceu a multiplicação de ratos, praga
que portava um mal infinitamente superior aos "demoníacos" gatos:
a peste bubônica ou peste negra. A peste disseminou-se
por toda a Europa. A peste bubônica , em meados do
século XIV, devastou a população européia.
Historiadores calculam que aproximadamente um terço
dos habitantes morreram desta doença. A Peste Negra
era transmitida através da picada de pulgas de ratos
doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões
dos navios vindos do Oriente. E, não havia mais
gatos, predadores naturais dos ratos. Além disso,
as cidades medievais não tinham condições
higiênicas adequadas e, os ratos espalharam-se facilmente.
Após o contato com a doença, a pessoa tinha
poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas)
de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente
nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos
eram pouco desenvolvidos, a morte era certa.
No ano de 1400 os gatos estavam a
ponto de desaparecer da Europa. Recobram-se a partir
do século 17, principalmente
por sua habilidade em caçar os ratos, causadores
de perdas significativas nas lavouras e propagadores de
doenças temíveis para o homem, sendo aceitos,
novamente, nas casas e nos navios, para acabarem com os
roedores.
A partir do século XIX, o gato voltou a ser exaltado
- até por escritores como Victor Hugo e Baudelaire.
Atualmente, os gatos são considerados pets ideais,
tanto para apartamentos como casas; não são
ruidosos, não precisam ser levados para passear,
comem pouco, são extremamente limpos, agradáveis
e afáveis, sendo muito companheiros e fiéis
a seus donos.
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Dra.
Martha Follain |
| Colunista do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação em Aromaterapia, Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística, Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT: 21524 |
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br |