INTELIGÊNCIA
NOS ANIMAIS
por Dra.
Martha Follain

foto: Psicoportale |
Inicialmente,
cumpre definir inteligência e instinto.
Uma definição de inteligência foi dada
pelo psicólogo W. Stern, na segunda década
do século XX: “Inteligência é a
capacidade de se adaptar a situações novas
mediante o consciente emprego de meios ideativos.”
Outra definição, de William James: “Inteligência
diz respeito à adaptação a novas condições
ambientais pela variação da conduta.”
Afirma outro cientista: “A inteligência humana é composta
de um número de funções neurais correlacionadas
e cooperativas, muitas das quais já estão presentes
em outros primatas, como memória de longo prazo, visão
colorida , uso de símbolos complexos, etc.”
Inteligência vem do latim inter + legere – é a
capacidade de escolher algo entre outras coisas, a capacidade
de discernir. É a capacidade de resolver problemas.
Instinto é uma tendência natural, uma força
de origem biológica. Instinto é um padrão
herdado de respostas ou reações a certos tipos
de situações ou características de determinadas
espécies. Dirige os seres vivos em suas ações,
fora de sua vontade e no interesse de sua conservação.
Instinto vem do latim instinctus, e quer dizer impulso ou
excitação. Como ensina o biólogo Celso
Martins, é o conjunto de todas as atividades ou tendências
naturais derivadas das necessidades do ser vivo. Este ser
vivo é como que impulsionado a agir de um determinado
modo a fim de favorecer a sua preservação individual
e a da espécie. O instinto não está sujeito
a nenhuma aprendizagem.
O ser humano é dotado de inteligência e instinto.
Já o instinto domina na maioria dos animais, contudo,
há neles também inteligência – e,
num mesmo ato pode haver instinto e inteligência, simultaneamente.
Afirmam alguns pesquisadores que, o que nos diferencia dos
animais é a percepção de certo e errado.
Mesmo os animais mais inteligentes não parecem possuir
sentido moral. Eles têm certos controles sobre seus
comportamentos mas, esses controles são instintivos
e não baseados num código moral. O homem é dotado
de razão - de juízo e senso moral. Por isso
o homem é responsável por seus atos. Esse código
moral além de ser individual, varia de grupo social
para grupo social e, através do tempo.
A inteligência humana manifesta-se através da
linguagem, para transmitir conhecimento, pelas seguintes
formas:
- linguagem oral verbal.
- linguagem oral escrita.
- linguagem corporal.
E
os animais, possuem linguagem (e, portanto inteligência)?
Será a linguagem exclusiva da raça humana?
Animais podem comunicar-se?
Os cientistas afirmam que os animais possuem um tipo de linguagem
diferente dos humanos. Os animais podem comunicar-se entre
si e conosco e, usam a linguagem oral verbal: latidos, miados,
resmungos, choramingos, etc. e a linguagem corporal: abanar
o rabo, rolar no chão, encolher-se, balançar
a cauda, etc.
Os animais exprimem as sensações que experimentam – não é só o
homem que possui a faculdade da linguagem e, portanto, pode-se
afirmar que possuem inteligência.
Mas, além de se comunicarem através da linguagem,
novos estudos mostram que os animais conseguem fabricar ferramentas,
desenvolver a memória, transmitir cultura e planejar
estratégias.
Marc Hauser, psicólogo da Universidade de Harvard,
em seu livro “Mentes Selvagens”, propõe
que, os animais evoluíram de acordo com suas necessidades,
respondendo a desafios diferentes para desenvolver suas
habilidades. Logo, cada espécie é inteligente à sua
maneira.
A maioria das espécies é, de modo
geral, equipada com mecanismos de aprendizado que podem
ocorrer por dedução ou tentativa e erro e
se espalhar por imitação ou pelo ensinamento:
peixes (pesquisador César Ades) e aranhas (pesquisador
Culum Brown) têm
memória ; cães entendem um vocabulário
básico ; macacos desenvolvem um novo comportamento
e repassam-no aos seus semelhantes, o que é transmissão
de cultura (macaca Imo que passou a lavar batatas-doces,
no Japão) ; chimpanzés que panejam estratégias
de caça; macacos pregos e corvos que usam ferramentas
para alcançar alimentos.
E, como afirma Marc Hauser:
“
Cada espécie, com sua mente única, favorecida
pela natureza e moldada pela evolução, é capaz
de enfrentar os mais fundamentais desafios que o mundo apresenta.
Apesar de a mente humana deixar uma marca característica
no planeta, nós certamente não estamos sozinhos
nesse processo.”
“ Convivemos nesse planeta com animais pensantes.”
É, a natureza é mesmo sábia !!!
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Dra.
Martha Follain |
| Colunista do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação em Aromaterapia, Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística, Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT: 21524 |
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