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PIT
BULLS
Anjos ou demônios? |
| Dra.
Martha Follain |
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| foto:
Ednaldo Salasar |
A
história dos pit bulls começa há cerca
de dois séculos.
Em 2000 a.C. os babilônios já usavam cães
muito grandes em seus exércitos.
Em 1600, cães eram utilizados para caça pesada.
Esses cães eram descendentes dos grandes cães
molossos.
Em 1800 eram comuns as lutas entre um urso e um bulldog,
e tornaram-se diversão popular. Eram as chamadas “bear
baitings”. O bulldog já era muito parecido
com o atual pit bull.
Em 1830 uma nova modalidade de luta surgiu: o “bull
baiting”, e tornou-se o entretenimento das massas.
O “bull baiting” era um “esporte” que
consistia em atiçar bulldogs contra um touro amarrado
pelo pescoço, para que estes pudessem derrubá-lo,
mordendo-o pelo nariz. Era muito comum, especialmente na
Inglaterra. Além do touro, outros animais eram utilizados:
leões, texugos e até macacos. O bulldog apresenta
compleição mais robusta, como o atual pit
bull.
Em 1850 o “bull baiting” foi proibido. Então,
as lutas entre cães tornaram-se populares. O bull
and terrier, menor e mais ágil, substituiu o bulldog
- está formado o pit bull.
Atribui-se ao termo “bulldog”, duas origens:
Primeira: diz respeito à aparência de um determinado
cão, desenvolvido na Inglaterra, na segunda metade
do século XIX. O cão, hoje conhecido como bulldog
inglês, é na realidade, uma distorção
criada a partir de 1860, baseada no ideal para ser um bullbaiter.
Segunda: origem mais antiga. Era qualquer cão capaz
de ser efetivamente, utilizado como bullbaiter.
Dentro desta classificação, eram bulldogs:
Na Inglaterra: o bulldog propriamente dito, que evoluiu para
o moderno pit bull.
Na Alemanha: o mastim bullenbusser, que resultou no boxer.
Os estudiosos aceitam que o bulldog derivou dos mastiffs.
O bulldog foi sendo selecionado dentre os mastiffs de menor
porte e maior agilidade.
No início das lutas de cães, o bulldog ainda
era o cão mais utilizado. Porém, um cão
mais leve era desejado. Para atingir esse objetivo, o bulldog
foi cruzado com outros tipos de cães - os game terriers.
Portanto, a origem do pit bull tem duas correntes:
- o pit bull é, exatamente, o antigo bulldog;
- o pit bull é o resultado do cruzamento do bulldog
com os game terriers.
Pesquisadores dizem que a segunda tese, parece mais lógica.
De qualquer forma, os ancestrais imediatos do pit bull foram
os pit fighting dogs, oriundos da Irlanda e Inglaterra, a
partir de século XIX.
Nos EUA, a raça começou a divergir um pouco
- além de utilizados em rinhas, eram usados como catch
dogs - gado e porcos desgarrados - e como guardas da propriedade
e da família.
O pit bull popularizou-se, a ponto de ser símbolo
dos EUA na primeira Guerra Mundial.
O pit bull, atualmente, causa muita polêmica. A raça,
inicialmente, foi desenvolvida para rinhas, para brigas entre
cães.
Os combatentes eram animais do mesmo sexo: por
isso, durante muito tempo, a seleção com essa
finalidade era feita escolhendo-se aqueles que não
gostassem muito da companhia de outros cães. Portanto,
o pit bull não tolera bem outros animais - do mesmo
sexo, quer sejam maiores ou menores. Ele é agressivo
com outros animais - no entanto, essa característica
pode ser amenizada com adestramento e socialização.
O pit bull descende de inúmeras gerações
de game dogs, e embora tenha sido criado para combate, também é ótimo
caçador. Atualmente, exerce a função
de cão de companhia (mais do que guarda) e, é indiscutível
a lealdade com seus donos. Assim, há os que defendam
a raça como dócil e leal.
O pit bull vem sofrendo diversas restrições
legais em diversos países do mundo: a Inglaterra e
a França proibiram a criação da raça.
Mas, estatisticamente, cerca de 60% de ataques ocorridos,
tiveram como autores os SRD - os vira-latas.
É indiscutível a influência genética
que sofrem os pit bulls. Porém, como a seleção
atualmente não é mais para rinhas, eles tendem
a tornarem-se menos agressivos. A proposta de criação,
no Brasil, é direcionada para guarda e companhia (estima-se
que o Brasil tenha hoje, mais de quarenta mil pit bulls).
A solução não é a extinção
da raça - com o tempo, as características agressivas
genéticas, perdem sua força. Com a devida socialização,
uma criação amorosa e adestramento, o pit bull
poderá ser “alforriado”.
O pit bull não é anjo nem demônio - é mais
uma vítima, da espécie, essa sim, a mais agressiva
e cruel que se tem notícia: o ser humano.
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Dra.
Martha Follain |
| Colunista do site GREEPET. Formada em Direito. Especialista em Florais de Bach para animais e humanos pelo Instituto Bach. Possui ainda formação em Aromaterapia, Florais de Minas, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Cristaloterapia, Cromoterapia, Terapia de Integração Craniossacral, Psicoterapia Hoística, Neurolingüística, Master Practitioner, Hipnose, Regressão e Reiki. CRT: 21524 |
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br |