O
TRANSPLANTE RENAL NOS GATOS
Por Dra.
Cristina Alves
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| foto:
Marcos Gomes |
Cada
vez mais gatos levam vidas mais longas e saudáveis
após um transplante renal. Algo que era impensável
há alguns anos já é possível
nos Estados Unidos e em Inglaterra. Em Portugal são
efectuadas as primeiras tentativas. Num período
máximo de dois anos pensa-se que a técnica
estará disponível no nosso país com
praticamente a mesma possibilidade de sucesso que nos EUA.
Se o seu gato sofre de uma Insuficiência Renal, a
primeira atitude do médico veterinário assistente
será prescrever medicamentos e fluidoterpia para restaurar
a hidratação, o equilíbrio eletrolítico.
A diálise serve para filtrar as toxinas do rim doente,
mas isso só prolonga a vida do gato. A diálise
pode melhorar as chances de sobrevivência durante a
espera por um transplante. Na verdade, é comum em
gatos efectuar alguns destes tratamentos antes da cirurgia.
Um transplante renal é a maneira de salvar o seu gato
de uma insuficiência renal crónica ou aguda.
As máquinas de diálise são adaptadas.
O seu elevado custo torna também quase proibitiva
a sua aquisição à semelhança
dos aparelhos de ressonância magnética abordados
em nosso artigo anterior. Infelizmente a falta de fundos
limita a evolução da medicina veterinária
no nosso país.
As hipóteses de sucesso no inicio da técnica
eram de 65% de sobrevivência após o primeiro
ano, mas actualmente são de 90% . No entanto se desejar
efectuar uma cirurgia destas terá de se dirigir a
Inglaterra a um dos 3 centros que presentemente a efectuam
e prepara-se para abrir os cordões à bolsa.
È que o procedimento custa cerca de 10.000 Euros,
pois demora 4 horas e envolve um elevado nível de
preparação para a sua taxa de sucesso. Os donos
do gato regra geral adoptam o gato doador que é saudável,
mas não tem um lar; são geralmente animais
que vivem em abrigos ou no próprio hospital veterinário.
Desta forma são salvas duas vidas . Um rim saudável é removido
do doador e transplantado para o gato receptor. Durante o
processo microcirúrgico, o ureter do rim do doador é ligado à bexiga
do receptor e o novo rim é ligado aos vasos sanguíneos
do receptor.
Os rins afectados permanecem no gato doente.
O novo rim é colocado
próximo à bexiga. O gato receptor viverá com
3 rins e o doador com 1. Na realidade, os dois rins originais
apesar de fracos ainda desempenham alguma função,
e são vitais na maximização das possibilidades
de sobrevivência do gato.
Em alguns casos, o novo rim não começa a funcionar
imediatamente e então será necessária
a ajuda dos rins originais que só serão removidos
em caso de desenvolverem uma infecção ou tumores.
Dra.
Cristina Alves
Médica Veterinária
http://www.hospvetprincipal.pt/
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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